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O vertiginoso aumento da penetração da telefonia móvel nos países latinoamericanos somado às contínuas inovações tecnológicas rumo à convergência, que além de digital é, principalmente, social.

Para se ter uma idéia de como foi incrementada a penetração de aparelhos móveis na região, o ano de 2005 registrou um aumento de 40% e a previsão para 2009 é de 80% de crescimento. Segundo dados de 2006 (fornecidas pela Consultora Latin Panel) o Brasil possui 53% de índice de penetração, a Argentina 63%, o México 50%, o Chile 87% e Colômbia e venezuela chegam à quase 90% cada.

A redução do custo dos aparelhos e o advento do sistema pré-pago tiveram um papel fundamental para o avanço da telefonia móvel (não obstante, a reificação dos celulares é um dado a ser levado em consideração). Se por um lado as teles encontraram um bom mercado na América Latina, por outro, os latinoamericanos encontraram nos celulares a possibilidade de acesso à algumas tecnologias e serviços até então indisponíveis.

“As verdadeiras relações não são criadas entre ‘a’ tecnologia e ‘a’ cultura, mas sim entre um grande número de atores humanos que inventam, produzem, utilizam e interpretam de diferentes formas as técnicas.” (LEVY, Pierre. Cibercultura)

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A Mobile Active publicou na última semana um estudo sobre a utilização dos aparelhos móveis como ferramenta de ativismo na América Latina.

Além de apresentar dados sobre a penetração da telefonia celular e as projeções de mercado, o artigo apresenta pequenos estudos de caso para exemplificar algumas formas de apropriação dessa tecnologia pelos atores sociais latino-americanos.

O título da publicação é Telefonía Celular: El caso latinoamericano (por isso o título do post).

Já li e amanhã escrevo sobre o assunto.

Dica do blog do GJOL (Jornalismo & Internet) via Carnet de Notes de André Lemos.

“O problema da inteligência coletiva é descobrir ou inventar um além da escrita, um além da linguagem tal que o tratamento da informação seja distribuído e coordenado por toda parte.” (Inteligência Coletiva. Pierre Levy)

Com o início de minhas leituras do Inteligência Coletiva de Pierre Levy, vejo-me imerso em uma reflexão que vai além da questão da necessidade de revisão do fazer jornalístico na era do online e dos debates em torno da importância da produção na blogosfera. Vai além por não ter como objeto somente a difusão dos meios de produção e dos produtos em si, mas também a profusão dos conteúdos e, principalmente, a interconexão entre eles.

Mas já deixo claro, as questões que permeiam a maior parte dos estudos produzidos pelos comunicólogos que se debruçam sobre o ciberespaço, norteiam esse meu post-divagação e são, aqui, o ponto de ligação entre jornalismo e inteligência coletiva.
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Graças a uma de minhas pilhagens na web encontrei o Mapa Mental da Cibercultura produzido por Alex Primo. O mapa ainda está em versão beta e sua versão final deverá ser hipertextual.

Clique na imagem para ampliá-la

Entrem no wiki do projeto para contribuir com links e sugestões.

Achei no Dossiê Alex Primo.

Nada de nacionalismo, apenas algumas peças…

Espaços bem ocupados.

6emeia de SAO! e Delafuent. SP.

de Dalata. Belo Horizonte, MG.

de TiTo. Rio de Janeiro, RJ.

Como de costume… via Wooster Collective (aliás, dêem uma olhada no graffiti em Braille)

Graças ao amigo Thalles Waichert do iBlog fiquei sabendo da existência das discussões em torno do wordprexy.

A princípio anunciado como uma absurda clonagem dos blogues wordpress visando o lucro (o que se justifica pelo fato de que os posts dos blogues wordprexy possuem Adsense), a questão se esclareceu quando tomei conhecimento da censura existente na Turquia.

Na realidade, a idéia do wordprexy é burlar o bloqueio e dar acesso aos conteúdos publicados no wordpress aos navegadores turcos. Logicamente, o fato de colocar Adsense nos posts dos blogues clonados é torna esse um debate complicado, entretanto, essa foi a forma que as pessoas que pensaram o projeto encontraram para bancar os gastos com hospedagem.

Muitos dos produtores que tiveram seu blog reproduzido não gostaram muito da idéia por dois motivos principais:

1-São autores e defendem seu direito autoral;

2-Não gostam da idéia de ter publicidade em seus posts.

Todavia, a questão que está colocada é a censura, a não-democracia. Temos que parar de pensarmos como autores, nós somos produtores de uma informação que não nos pertence em sua gênese. Nós não a criamos. Não devemos ter propriedade sobre ela. O que de melhor fazemos é compartilhar e difundir conhecimento.

O que interessa nisso tudo é o fato de que mais uma vez o usuário da internet dá mostras de sua potência e supera as dificuldades impostas pelo poder, negando-se a ser impedido de acessar a informação que bem quiser.

Só faço uma ressalva, é importante que o pessoal do wordprexy deixe às claras suas contas para que todos tenham a certeza de que a iniciativa é importante para a rede e não uma forma de expropriação.

Entrem no jornalismoexpresso.wordprexy.com

Começa a ser travada no campo jurídico norte-americano uma batalha que será fundamental para o futuro da internet.

De um lado, encontram-se as grandes corporações e seu lobby junto ao Departamento de Justiça dos Eua, do outro, fortalece-se o movimento pela regulamentação da Net Neutrality (Neutralidade da Rede).

O que está sendo colocado em jogo é a possibilidade de controle da rede física, de modo que a troca de informação na Internet passe a ser regulada pelo mercado. A idéia das corporações é passar a discriminar os tipos de informação, as fontes e o destino dos pacotes trocados, o que possibilitaria a cobrança sobre determinados tipos de conteúdo e a perda de autonomia dos peers na Internet. Há inclusive a possibilidade da velocidade de troca de arquivos variar de acordo com as fontes, sendo que a decisão sobre isso seria uma decisão de mercado entre algumas poucas corporações.

Essa tentativa de demarcar a propriedade dentro do ciberespaço é encabeçada por empresas de telecomunicação e da indústria de comunicação, que se viram encurraladas com as novas formas de produção e distribuição de informação e cultura na web, principalmente, com o advento dos diversos aplicativos que privilegiam o sistema P2P e a Voz sobre IP.

O Departamento de Justiça norte-americano deu parecer contrário à Net Neutrality, o que parece significar uma tentativa de abrir o caminho para que empresas como AT&T, Verizon, Comcast and Time Warner consigam levar ao Congresso, através de seus lobbistas, uma proposta de alteração na Lei de Telecomunicações, que dê privilégios às mesmas.

Indo de encontro à esses interesses, a campanha Save the Internet promove uma campanha pela a manutenção da neutralidade da rede, ou seja, pela a manutenção da política de não-discriminação, demarcando a necessidade de se regulamentar a web a fim de garantir sua liberdade.

Logicamente, essa discussão é difícil de ser sintetizada em um post, mas se eu tivesse uma única frase para resumir tudo isso, seria:

“(…) querem controlar a rede lógica a partir do controle da rede física.”

A frase é do Sérgio Amadeu, assim como o blog pelo qual tomei parte da discussão.

O blogue está muito devagar, mas amanhã tento mais uma vez retomar os trabalhos normalmente… prometo, ou melhor, espero.

Além das boas palestras, o Intercom me rendeu 3 livros (comprei 2 e ganhei 1).

Existe muita coisa na fila, mas espero começar brevemente a ler Inteligência Coletiva do Levy e depois Mídia e Modernidade do Thompson.

O último é uma publicação do Intercom chamado A Mídia Impressa, o Livro e as Novas Tecnologias, alguns dos artigos me pareceram interessantes.

Durante a última semana estive em Santos acompanhando o 30º Intercom, por isso, fiquei impossibilitado de manter o blog atualizado.

O evento foi, logicamente, cheio de altos e baixos, de qualquer forma, não deixou de ser bastante produtivo. Acompanhei algumas boas discussões no Núcleo de Pesquisa em Tecnologia e Comunicação.

Quem sabe eu não venha a postar meus apontamentos…

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